Antropónimos seta ROVELLASCA, Giovan Battista

Mercador de origem milanesa. Filho de Gerolamo Rovellasca, que possuía empresas de transporte de mercadorias em Antuérpia, local onde Giovan Battista se estabeleceu por volta de 1543. Aprendeu e desenvolveu as técnicas comerciais nas companhias do também mercador Cesare Negrolo, com cuja filha, Clementia, casou.

Chegou a Lisboa em 1577, num período em que o rei D. Sebastião introduziu reformas nas normas do monopólio régio. O mesmo monarca entregou o contrato da pimenta a um grupo de mercadores, do qual Giovan Rovellasca fazia parte integrante, que foi, no entanto, suspenso após a derrota portuguesa na batalha de Alcácer Quibir em 1578. Foi retomado no ano seguinte e vigorou até 1584. Na capital portuguesa fixou residência na freguesia da Sé.

As suas actividades prendiam-se substancialmente com a comercialização das especiarias, bem como de escravos e de açúcar da ilha de São Tomé.

Após a morte dos mercadores Giovan Battista e Agostino Litta, respectivamente em Dezembro de 1582 e Janeiro de 1583, o filho deste vendeu a Giovan Battista Rovellasca as quotas de ambos na companhia comercial da família. Mais tarde Rovellasca acabou por adquirir todas as casas comerciais dos irmãos Litta.

A 15 de Fevereiro de 1586, Giovan Battista Rovellasca celebrou um novo contrato de distribuição de pimenta, desta feita com D. Filipe I, tendo-se associado a este contrato, a partir de Abril, a família dos Welser.

No ano de 1593 declarou falência. Foi, ainda, provedor da confraria da Igreja do Loreto em 1587 e 1601, ano de que data a última referência à sua figura em Portugal.

Bibliografia:
ALESSANDRINI, Nunziatella, Os italianos na Lisboa de 1500 a 1680: das hegemonias florentinas às genovesas (tese de doutoramento), Lisboa, Universidade Aberta, 2009.

Autor: Raquel Prazeres